quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Desperdício da Sua Própria Vida

Sabe aqueles dias que você meio que não quer fazer nada, e de repente te dão um leão pra matar?


E se isso acontece todos os dias? A culpa é de quem? Nossa ou de quem nos desestimula? A culpa eu não sei de quem é. Mas o poder de cria situações que nos agradem é completamente SEU.

Pois é... Há vários anos atrás, em um dos meus primeiros empregos,  eu vivi essa situação intereessante, que tem muito a ver com isso.

Parecia que eu estava desperdiçando a minha vida. Literalmente. Diretores, supervisores, gerentes, colegas...

O ambiente não muito bom. Era uma empresa muito grande. Infelizmente, não era das melhores pra se trabalhar.

Lembro-me de uma vez não ter feito exatamente o que me pediram. Lembro da cara da minha chefe quando descobriu que eu tinha feito as coisas de um jeito diferente, que ela PROIBIRIA se soubesse.


Sua expressão foi:

1. Surpresa (quando viu que eu desobedeci tudo)

2. Rejeição (porque não era do jeito deles)

3. Alegria (porque o resultado era melhor)


Eu gostei quando matei esse tal leão. Acabei usando a mesma estratégia durante muito tempo. Até hoje é uma das minhas favoritas.

É isso o que você ganha por não desperdiçar momentos da sua vida: prazer.

A força de vontade é um “combustível” que não dura por muito tempo. Ela não possui sustentabilidade. Se você se tornar um usuário frequente dessa energia, logo se sentirá esgotado. Mas existe uma maneira alternativa de ter a produtividade que você quer. Uma não, várias. São outros estados altamente sustentáveis, que nos deixam inteiramente “no ponto” para fazermos o que quisermos.
Se estiver evocando e confiando nestes estados, você sempre se sentirá inteiramente enriquecido, porque as boas emoções são a recompensa que queremos de verdade da nossa vida. Neste artigo, vou começar com aquele que é a minha fonte principal de energia e, principalmente, de resultados duradouros e confiávies: a diversão.


Sua Primeira Chave Interior: O Divertimento
Lembra-se de quando você era uma criança? Provavelmente não se cansava de brincar e se engajar em tarefas que considerava divertidas. Até hoje você é assim. Cada um tem o seu jeito de brincar e se divertir. Porém, a emoção da qual estamos falando é a mesma: uma palpitação no nosso peito, parece que tem alguma coisa dentro da gente, querendo pular.
Essa fisiologia interna é curiosa: só de imaginar os momentos em que você está se divertindo, você começa a rir, espontaneamente. Tenho certeza de que muitas pessoas que lerão este texto darão sorrisos, e até algumas risadas, no momento em que estiverem nestas linhas. Estas coisas são assim mesmo
O estado de divertimento parece emanar energia espontaneamente, de maneira virtualmente infinita. Ele te coloca em um fluxo onde você não vê a hora passar. De fato, essa era uma das maiores reclamações quando minha mãe me fazia voltar pra casa: “Mas mãe, já?” Ela sempre dizia: “Filha, você tá na aí a quatro horas, é hora de voltar pra casa”.

O Truque Mais Poderoso da Produtividade
Como assim?!?! Quatro horas eram quase nada pra brincar quando eu era criança!! Como pode hoje as mesmas quatro horas deixarem um monte de gente cansada de trabalhar?! Qual é a diferença entre o esforço fisiológico feito quando você está se divertindo ou quando está trabalhando? Você age com o seu corpo, utiliza músculos, anda pra lá e pra cá, mas o esgotamento mental e a chateação só acontecem quando você não se utiliza dos seus estados internos de diversão.
Quando eu era criança, adorava video games. Passava horas e horas sentada na frente de uma tevê, tentando vencer os obstáculos das fases. Quando me tornei profissional de marketing, continuava encarando os projetos que tinha que desenvolver com o mesmo ânimo de quem estava jogando videogame. Eu ligava as tarefas do meu trabalho às estruturas internas do que eu sabia que era divertido.

Truques Simples e Poderosos Para Executar a Ressignificação
Para você penetrar esse estado com qualquer coisa que esteja fazendo, é necessário enquadrar a sua tarefa como um divertimento. Faça-se algumas perguntas para gerar novas associações entre o que você gosta de fazer espontaneamente com a tarefa em questão. Tipo:
  1. O que nesse trabalho que estou fazendo é tão divertido quanto fazer X?
  2. De que forma eu posso continuar e finalizar essa tarefa de maneira que seja divertida pra mim e pra todos que estão à minha volta?
  3. Como eu posso fazer isso de maneira diferente, tal que deixe de ser tão automático e passe a ser uma tarefa mais criativa?
  4. Como eu transformo essa tarefa em um jogo?
A prática desse tipo de pensamento leva a resultados surpreendentes. Pode parecer simplista, mas observe como sua mente encontra as respostas pra você, sem você se preocupar. Assim como eu me divirto escrevendo estes artigos loooongos a fim de contribuir com a sua vida, certamente você também pode passar horas e horas realizando coisas aparentemente complicadas e “que necessitam de muita paciência”, segundo a ótica de quem está de fora.

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