quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Conta Corrente


Imagine que você tenha uma conta corrente e que, a cada manhã, você acorda com um saldo de 86.400 reais! Você tem que gastar tudinho, não pode transferir o saldo para o dia seguinte. Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que não tenha conseguido gastar. O que você faz? Iria gastar cada centavo, claro! Sabia que todos nós somos clientes desse banco? Chama-se "tempo". Todas as manhãs, é creditado para cada um de nós, 86.400 segundos. Se não forem bem usados todas as noites o saldo é debitado como perda. As sobras se evaporam. Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente. Invista então, no que for melhor: sua saúde, felicidade, sucesso.o relógio está correndo. Faça o melhor para o seu dia-a-dia.
Para você perceber o valor de um ano, pergunte a um estudante que repetiu. Para você perceber o valor de um mês, pergunte a uma mãe que teve o seu bebê prematuramente. Para você perceber o valor de uma hora, pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar. Para perceber o valor de um minuto pergunte a quem perdeu o trem. Para perceber o valor de um segundo, pergunte a quem conseguiu evitar um acidente.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A prisão da falta de autoconfiança


Sempre que alguém não acredita no próprio valor e se recusa a olhar para dentro como olhos generosos, lançando luz sobre suas qualidades e sobre o que existe de bom em sua vida, esta escolhendo viver como indigente num universo abundante de todo tipo de riquezas.
É interessante observar que as pessoas com baixa autoestima são as que mais exigem de si a perfeição. E como a perfeição não é atingível neste mundo, encontram uma justificativa para não entrar em ação. Pois, já que não podem ser perfeitos, não agem.
Justificativas e desculpas são barreiras que obstruem o caminho para a construção da autoconfiança. O antídoto é fazer o possível, da melhor forma que puder, com aquilo que se tem, a cada momento.
Outro obstáculo para adquirir autoconfiança é o habito de se comparar com outras pessoas, colocando-se invariavelmente numa posição de desvantagem. Isso gera a ideia de que os outros são melhores do que você e que conseguem fazer o que você não conseguiria, mesmo que tentasse.
A autoimagem negativa leva a pessoa a ser menos bonita, menos capaz, menos inteligente, menos tudo o que os outros são, têm e podem fazer de bom.
Se você não se der, realmente, a oportunidade de experimentar fazer diferente, não mudará a forma como vê a si próprio. De quem é a escolha? Sua!
Você pode passar uma vida inteira lamentando situações e experiências passadas, ressentido em relação ao que não recebeu dos pais, da família, da sociedade, ou pode assumir o controle da sua vida e dar a virada.
Talvez você tenha dificuldade para aceitar a ideia de que a autoconfiança é uma decisão. E é. A verdade é que, desde que se disponha a fazer o trabalho necessário, todo mundo pode adquirir confiança em si mesmo. O mais importante no processo de construção da autoconfiança é sua atitude.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A História da Vaquinha


Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu jovem discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre, e resolveu fazer uma breve visita.
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e das oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem acabamento, casa de madeira e os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas sujas e rasgadas. Aproximou-se do senhor, que parecia ser o pai daquela família, e perguntou: “Neste lugar não há sinais de pontos de comércio, nem de trabalho. Como vocês sobrevivem”?
Calmamente veio a resposta:
“Meu senhor, temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte nós vendemos ou trocamos na cidade mais próxima por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte fazemos queijo, coalhada, etc., para o nosso consumo… e assim vamos sobrevivendo”.
O Mestre agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, despediu-se e foi embora. No meio do caminho, em tom grave, ordenou ao seu fiel discípulo:
“Pegue a vaquinha, leve-a até o precipício e empurre-a lá para baixo”.
Em pânico, o jovem ponderou ao Mestre que a vaquinha era o único meio de sobrevivência daquela família. Percebendo o silêncio do Mestre, sentiu-se obrigado a cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo, vendo-a morrer.
Essa cena ficou marcada na memória do jovem durante alguns anos. Certo dia, ele decidiu largar tudo o que aprendera e voltar ao mesmo lugar para contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.
Quando se aproximava, avistou um sítio muito bonito todo murado, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.
Apertou o passo e ao chegar lá foi recebido por um caseiro simpático, a quem perguntou sobre a família que ali morou há alguns anos.
“Continuam morando aqui”, respondeu rapidamente o caseiro.
Surpreso, ele entrou correndo na casa e viu que era efetivamente a mesma família que visitara antes com o Mestre. Depois de elogiar o local, dirigiu-se ao senhor que era o dono da vaquinha que havia morrido:
- “Como o senhor conseguiu melhorar este sítio e ficar tão bem de vida”?
A resposta veio com entusiasmo:
- “Tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante tivemos que aprender a fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos”.
E completou feliz:
- “Assim, conseguimos conquistar o sucesso que seus olhos vêem agora”!

Moral desta história:
Todos nós temos uma “vaquinha”, que nos dá as coisas básicas para sobreviver, mas que nos obriga a conviver com uma cega rotina.
As vezes precisamos empurrar uma vaquinha para vir as mudanças em nossas vidas.
Identifique a sua “vaquinha”.
ATENÇÃO: SEJA PRUDENTE E REFLITA BASTANTE ANTES DE EMPURRAR SUA VAQUINHA.